Em memória de
Haline Andreya Carvalho Felix Oliveira
Quando somos gratos, Deus sempre tem algo mais para entregar!! ❤️
Quando somos gratos, Deus sempre tem algo mais para entregar!! ❤️
Falar da Haline é tocar em um lugar sagrado da minha vida. Não apenas porque foi minha esposa, mas porque foi alguém que Deus usou como ponte — entre pessoas, entre histórias, entre o céu e a terra. O meu amor pela Haline é uma história escrita pelas próprias mãos de Deus, desde o início. A primeira vez que namoramos foi em 1999, um tempo de juventude, sonhos e de um sentimento puro que, mesmo com o passar dos anos, nunca deixou de existir. A vida nos levou por caminhos diferentes ela de Petrolina-PE, foi morar em Porto Velho-RO, mas Deus — que nunca se atrasa — sabia que ainda não era o fim da nossa história. Ele esperou o momento certo para nos unir novamente, quando eu enfrentava a depressão e ela estava prestes a começar sua luta contra o câncer. Foi aí que entendi: nada acontece por acaso. Com a Haline, aprendi que o amor verdadeiro não foge das batalhas — ele se fortalece nelas. Enquanto eu buscava luz no meio da minha escuridão, ela enfrentava o desafio com uma coragem admirável. E, de alguma forma, um passou a ser força, abrigo e esperança para o outro. Nossa história sempre esteve cercada de propósito. Sua vida nunca foi simples, mas sempre foi cheia de significado. Em 2009, quando seu irmão chegou de Petrolina-PE em Porto Velho-RO, deixando tudo o que conhecia para trás, ela fez o que sempre soube fazer: acolheu. Acolheu com o que tinha, com o amor possível, com conversas simples que carregavam raízes, memórias e identidade. Falava da terra natal, dos costumes, das manias… e, sem perceber, levava junto o amor de toda uma família. Enquanto ele enfrentava dias de medo, solidão e silêncio, vivendo entre estranhos e chorando escondido, a Haline permaneceu firme. Congregava com ele, caminhava ao lado dele, e foi instrumento de Deus para sustentar quando tudo parecia pesado demais. Como diz a Palavra: *“Levai as cargas uns dos outros”* — e ela fez isso com naturalidade, sem alarde. Com o passar dos anos, ficou claro que nada foi em vão. Cada passo difícil, cada escolha dolorosa, cada lágrima derramada em secreto fazia parte de um processo maior. E ela esteve ali, sendo farol na noite, abrigo no deserto, ponte sobre as águas. A música que marcou aquele tempo descreve exatamente quem ela foi: “Como um farol que brilha à noite Como ponte sobre as águas Como abrigo no deserto Como flecha que acerta o alvo” Hoje eu vejo que o nosso reencontro não foi coincidência, foi propósito
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