Em memória de
Gustavo Oliveira
011 - zø | João 16:33
011 - zø | João 16:33
Nasceu numa manhã de quarta-feira dia 10 de agosto de 2005, dia do pagamento de salário do pai, trazendo consigo um jeito leve de viver que marcaria profundamente todos ao seu redor. Desde cedo, demonstrava ser um jovem curioso, brincalhão e gentil, daqueles que conquistam as pessoas não pelo barulho, mas pela presença tranquila e verdadeira. Torcedor apaixonado do Corinthians, Gustavo vibrava com o futebol, acompanhando jogos e vivendo cada vitória com entusiasmo. Ao lado do futebol, também encontrava diversão no videogame, momentos simples que se tornavam especiais pela companhia e pelas risadas. A música era uma de suas maiores expressões de alegria — ainda que sem nenhuma pretensão de perfeição. Gustavo era tocador de rebolo da banda Ratos de Bueiro, uma banda totalmente desafinada, mas que se achava o máximo, e talvez por isso mesmo fosse tão especial. O grupo era formado por Tio Pedro, Tio Silvio, Biel, Léo e Gustavo, unidos não pelo talento técnico, mas pela amizade, pelo riso solto e pelo prazer de estarem juntos. Era música feita com o coração. No trabalho, encontrou realização e felicidade. Na empresa Biomega, Gustavo se sentia bem, valorizado e em casa. Seu jeito no ambiente profissional refletia quem ele era na vida: educado, discreto e gentil, alguém que evitava conflitos, não retrucava em brigas e sempre escolhia o respeito. Entre as muitas histórias guardadas com carinho, uma arranca sorrisos até hoje: ainda criança, decidiu colocar cinco gomas de mascar na boca ao mesmo tempo, o que causou uma intoxicação por corante e uma corrida às pressas para a emergência médica — um susto que ficou como lembrança do seu espírito curioso e travesso. Gustavo era alguém em quem se podia confiar. Segredos confiados a ele eram guardados a sete chaves, prova do seu caráter e da confiança que inspirava em todos. Sonhava com o futuro, desejando ter uma família grande, com muitos filhos, inspirado no exemplo do Tio Beto, mostrando o quanto valorizava o amor, os laços e a vida em conjunto. Seu maior ensinamento permanece vivo: “Aproveitar a vida, porque cada segundo passa muito rápido.”